https://revistaacrobata.com.br/demetrios/entrevista/9568/
sábado, 25 de junho de 2022
Escritora que corre mundo e escreve os caminhos e descaminhos da vida.
Eliane Potiguara (Brasil)Foi indicada em 2005 ao Projeto Internacional "Mil mulheres ao Prêmio Nobel da Paz", é escritora, poeta, professora, formada em Letras (Português-Literatura) e Educação, , brasileira, fundadora do GRUMIN / Grupo Mulher-Educação Indígena. Membro do Inbrapi, Nearin, Comitê Intertribal, Ashoka (empreendedores sociais), Associação pela Paz, Cônsul de Poetas Del Mundo. Trabalhou pela Declaração Universal dos Direitos Indígenas na ONU em Genebra. Seu último livro é “METADE CARA, METADE MÁSCARA”, pela Global Editora. Ganhou o Prêmio do PEN CLUB da Inglaterra e do Fundo Livre de Expressão, USA.
Site pessoal: http://www.elianepotiguara.org.br/
Institucional: http://www.grumin.org.br/
E-mail: elianepotiguara@gmail.com
quarta-feira, 29 de dezembro de 2021
TEMPO É NUTRIÇÃO
TEMPO É NUTRIÇÃO
Não poderia deixar de mencionar os desastres ambientais neste final de 2021, enquanto comemorações, alegrias e fogos de artifícios acontecem paralelamente à situação trágica que está passando o Povo indígena Tupinambá de Olivença, no extremo sul da Bahia e que aumenta o número de vítimas e precisa de muita ajuda e solidariedade. Ao lado disso centenas de famílias pobres, desassistidas na Amazônia, nordeste, centro-oeste, leste e sul do brasil encontram-se invisibilizadas aos olhos governamentais.
O mesmo acontece com mais de 100 cidades na Bahia em estado de emergência, segundo os dados da própria imprensa e que a jornalista Liliana Peixinho @liliana.peixinho me informou. Desde que me conheço por gente e na infância, ainda ouvia falar dos desastres motivados pelas chuvas nessa época no ano: as tempestades, enchentes e vítimas deste processo da natureza. E não houve uma política para defender a população desses estragos até hoje.
Na Bahia, volume e velocidade das águas tem crescido assustadoramente e as enchentes não param. O isolamento das famílias desabrigadas cresce a cada minuto. Todos passarão as festas de final de final de ano totalmente desabrigados e dependentes de ajuda humanitária emergencial.
Trata-se aqui de dimensionar a extensão desses problemas ao longo de muitas décadas e agora a piorar com o desmatamento, as queimadas, garimpo ilegal, justamente quando se fala em defesa do meio ambiente, quando se refere a todas as Convenções sobre meio ambiente da ONU, aos acordos climáticos dos países, e recentemente com a Cúpula Mundial que aconteceu em Glasgow. O assunto é sempre o mesmo: o Brasil não se compromete com uma política da defesa desse nosso meio ambiente e todos os problemas que envolvem essa destruição ambiental. Os problemas são inúmeros e sem condições de citá-los aqui por tratar-se de um texto relâmpago.
Vamos receber em nossos e-mails e nas redes sociais milhões de mensagens fraternas de melhorias das qualidades de vida para 2022. Mas isso só fica mesmo entre nós, brasileiros, populações, amigos e parentes. O próprio governo não está preocupado com nossas demandas. Está preocupado em não perder seus cargos que lhes dão boas vidas e com propostas que possam fazer crescer mais a riqueza de quem já é rico, por exemplo o agronegócio e seus desdobramentos.
“Tempo”, subjetivamente citado para nós_ humanos_ sensibilizados com a problemática mundial e solidários ao próximo é muito importante porque “tempo” corresponde ao momento em que se vive a vida, em que se constrói algo para si e para seus próximos com amor e devoção. O capitalista se apropria desse termo de forma errônea, onde “tempo” é sinônimo de cifrões, de acúmulo de bens, capital e riquezas, com produtividade exacerbada para criar a “mais valia”, como nos ensina Karl Max em seu tratado sobre o capital que potencializa os oprimidos economicamente.
O capitalista é nutrido diariamente por tudo que vem das bases operárias e camponesas. Ele é nutrido pelo o que cria o homem trabalhador em seus locais de trabalho. Rouba as ideias e as transformam em bens de consumo para criar mais riquezas. O operário cria e o capitalista recria sobre o trabalhador envolvendo mais capital. O capitalista suga o suor do trabalhador. Suga as mulheres que trabalham em máquinas de costura, inclusive clandestinas como mão de obra barata, indígena, asiática, negra, classes menos favorecidas.
“Tempo” para nós, povos indígenas ou povos étnicos corresponde ao tempo de gestação de uma criança no útero da mulher, de um momento de um idoso a balançar em sua cadeira de balanço, ao momento precioso e ansioso da cura de uma enfermidade, ao momento de germinação e desenvolvimento de um coqueiro, do movimento das marés, dos ciclos da lua, da ida e volta do sol e um pingar de lágrima. Enfim, uma lista interminável que denota a significância real do “tempo”.
E o homem e a mulher são nutridos entre eles pelo o olhar, pela busca do amor, pelas mensagens físicas ou espirituais que iluminam os corações que se amam. Ele espera diariamente pela nutrição de tudo que ela produz, mesmo um pingo d`água, uma nota musical que soa, uma letra perdida no espaço. E ela espera um mínimo som, uma mínima manifestação de carinho, um ar que passa entre seus cabelos, um aroma estagnante no ar, mesmo de compaixão.
Por isso desejo a vocês, meus leitores, um maravilhoso tempo de escuta, de observância do silêncio e da busca e aperfeiçoamento do interior humano. Sintam o perfume do tempo. Em 2022 é tempo de escuta, produzir o som e emitir novas concepções de vida. Somos a mudança que queremos!
Texto de Eliane Potiguara TODOS OS DIREITOS RESERVADOS
29/12/2021
Eliane Potiguara é Doutora Honoris Cause pela UFRJ/2021, escritora, poeta, professora e de origem indígena Potiguara
Foto: domínio público
Escritora que corre mundo e escreve os caminhos e descaminhos da vida.
Eliane Potiguara (Brasil)Foi indicada em 2005 ao Projeto Internacional "Mil mulheres ao Prêmio Nobel da Paz", é escritora, poeta, professora, formada em Letras (Português-Literatura) e Educação, , brasileira, fundadora do GRUMIN / Grupo Mulher-Educação Indígena. Membro do Inbrapi, Nearin, Comitê Intertribal, Ashoka (empreendedores sociais), Associação pela Paz, Cônsul de Poetas Del Mundo. Trabalhou pela Declaração Universal dos Direitos Indígenas na ONU em Genebra. Seu último livro é “METADE CARA, METADE MÁSCARA”, pela Global Editora. Ganhou o Prêmio do PEN CLUB da Inglaterra e do Fundo Livre de Expressão, USA.
Site pessoal: http://www.elianepotiguara.org.br/
Institucional: http://www.grumin.org.br/
E-mail: elianepotiguara@gmail.com
quinta-feira, 21 de junho de 2018
A CURA DA TERRA
"Vem porque a ancestralidade te espera". Texto:ELIANE POTIGUARA Livro "Metade Cara Livro "Metade Cara, Metade Máscara" Eliane Potiguara "A Cura da Terra
"Vem porque a ancestralidade te espera". Texto:ELIANE POTIGUARA Livro "Metade Cara Livro "Metade Cara, Metade Máscara" Eliane Potiguara "A Cura da Terra
Escritora que corre mundo e escreve os caminhos e descaminhos da vida.
Eliane Potiguara (Brasil)Foi indicada em 2005 ao Projeto Internacional "Mil mulheres ao Prêmio Nobel da Paz", é escritora, poeta, professora, formada em Letras (Português-Literatura) e Educação, , brasileira, fundadora do GRUMIN / Grupo Mulher-Educação Indígena. Membro do Inbrapi, Nearin, Comitê Intertribal, Ashoka (empreendedores sociais), Associação pela Paz, Cônsul de Poetas Del Mundo. Trabalhou pela Declaração Universal dos Direitos Indígenas na ONU em Genebra. Seu último livro é “METADE CARA, METADE MÁSCARA”, pela Global Editora. Ganhou o Prêmio do PEN CLUB da Inglaterra e do Fundo Livre de Expressão, USA.
Site pessoal: http://www.elianepotiguara.org.br/
Institucional: http://www.grumin.org.br/
E-mail: elianepotiguara@gmail.com
sexta-feira, 6 de outubro de 2017
Escritora que corre mundo e escreve os caminhos e descaminhos da vida.
Eliane Potiguara (Brasil)Foi indicada em 2005 ao Projeto Internacional "Mil mulheres ao Prêmio Nobel da Paz", é escritora, poeta, professora, formada em Letras (Português-Literatura) e Educação, , brasileira, fundadora do GRUMIN / Grupo Mulher-Educação Indígena. Membro do Inbrapi, Nearin, Comitê Intertribal, Ashoka (empreendedores sociais), Associação pela Paz, Cônsul de Poetas Del Mundo. Trabalhou pela Declaração Universal dos Direitos Indígenas na ONU em Genebra. Seu último livro é “METADE CARA, METADE MÁSCARA”, pela Global Editora. Ganhou o Prêmio do PEN CLUB da Inglaterra e do Fundo Livre de Expressão, USA.
Site pessoal: http://www.elianepotiguara.org.br/
Institucional: http://www.grumin.org.br/
E-mail: elianepotiguara@gmail.com
quarta-feira, 5 de abril de 2017
MULHER
MULHER
" MISTÉRIOS DOS SÉCULOS...E A MULHER SE FAZ..."
Texto: Eliane Potiguara II
`MISTERIOSAS CENTURIAS Y LA MUJER ES! ( Texto de Eliane Potiguara y Traduccion del poeta mexicano Jorge Contreras )
Escritora que corre mundo e escreve os caminhos e descaminhos da vida.
Eliane Potiguara (Brasil)Foi indicada em 2005 ao Projeto Internacional "Mil mulheres ao Prêmio Nobel da Paz", é escritora, poeta, professora, formada em Letras (Português-Literatura) e Educação, , brasileira, fundadora do GRUMIN / Grupo Mulher-Educação Indígena. Membro do Inbrapi, Nearin, Comitê Intertribal, Ashoka (empreendedores sociais), Associação pela Paz, Cônsul de Poetas Del Mundo. Trabalhou pela Declaração Universal dos Direitos Indígenas na ONU em Genebra. Seu último livro é “METADE CARA, METADE MÁSCARA”, pela Global Editora. Ganhou o Prêmio do PEN CLUB da Inglaterra e do Fundo Livre de Expressão, USA.
Site pessoal: http://www.elianepotiguara.org.br/
Institucional: http://www.grumin.org.br/
E-mail: elianepotiguara@gmail.com
sábado, 25 de março de 2017
Eliane Potiguara - Literatura Indígena: Um Pensamento Brasileiro
Escritora que corre mundo e escreve os caminhos e descaminhos da vida.
Eliane Potiguara (Brasil)Foi indicada em 2005 ao Projeto Internacional "Mil mulheres ao Prêmio Nobel da Paz", é escritora, poeta, professora, formada em Letras (Português-Literatura) e Educação, , brasileira, fundadora do GRUMIN / Grupo Mulher-Educação Indígena. Membro do Inbrapi, Nearin, Comitê Intertribal, Ashoka (empreendedores sociais), Associação pela Paz, Cônsul de Poetas Del Mundo. Trabalhou pela Declaração Universal dos Direitos Indígenas na ONU em Genebra. Seu último livro é “METADE CARA, METADE MÁSCARA”, pela Global Editora. Ganhou o Prêmio do PEN CLUB da Inglaterra e do Fundo Livre de Expressão, USA.
Site pessoal: http://www.elianepotiguara.org.br/
Institucional: http://www.grumin.org.br/
E-mail: elianepotiguara@gmail.com
quinta-feira, 23 de março de 2017
A PAZ
A PAZ
"Estar em estado de liberdade é estar em estado de existência na paz, mas só se consegue esse estágio quando a luz interna está acesa, límpida e conectada com a verdade, sabedoria, compromisso, tolerância e respeito ao próximo. Não adianta apregoar uma causa se não há respeito ao próximo. Intenções e palavras desperdiçadas voam e se perdem" Texto: Eliane Potiguara é autora do Livro "Metade Cara, Metade Máscara"
Escritora que corre mundo e escreve os caminhos e descaminhos da vida.
Eliane Potiguara (Brasil)Foi indicada em 2005 ao Projeto Internacional "Mil mulheres ao Prêmio Nobel da Paz", é escritora, poeta, professora, formada em Letras (Português-Literatura) e Educação, , brasileira, fundadora do GRUMIN / Grupo Mulher-Educação Indígena. Membro do Inbrapi, Nearin, Comitê Intertribal, Ashoka (empreendedores sociais), Associação pela Paz, Cônsul de Poetas Del Mundo. Trabalhou pela Declaração Universal dos Direitos Indígenas na ONU em Genebra. Seu último livro é “METADE CARA, METADE MÁSCARA”, pela Global Editora. Ganhou o Prêmio do PEN CLUB da Inglaterra e do Fundo Livre de Expressão, USA.
Site pessoal: http://www.elianepotiguara.org.br/
Institucional: http://www.grumin.org.br/
E-mail: elianepotiguara@gmail.com
terça-feira, 13 de dezembro de 2016
O poeta Jorge Contreras e Eliane Potiguara no México
Disse meu amigo, o grande poeta Jorge Contreras, do México.
"Una épica foto, cuando conocí a mi querida hermana y amiga Eliane Potiguara. La foto fue en Huapalcalco, Hidalgo. Según sé, fue un centro de estudios de los Toltecas, algo así como su gran biblioteca. Al fondo, en las rocas del cerro, hay pintura rupestre. — com Jorge Contreras Herrera e Eliane Potiguara.![]() |
| O poeta Jorge Contreras e Eliane Potiguara |
Escritora que corre mundo e escreve os caminhos e descaminhos da vida.
Eliane Potiguara (Brasil)Foi indicada em 2005 ao Projeto Internacional "Mil mulheres ao Prêmio Nobel da Paz", é escritora, poeta, professora, formada em Letras (Português-Literatura) e Educação, , brasileira, fundadora do GRUMIN / Grupo Mulher-Educação Indígena. Membro do Inbrapi, Nearin, Comitê Intertribal, Ashoka (empreendedores sociais), Associação pela Paz, Cônsul de Poetas Del Mundo. Trabalhou pela Declaração Universal dos Direitos Indígenas na ONU em Genebra. Seu último livro é “METADE CARA, METADE MÁSCARA”, pela Global Editora. Ganhou o Prêmio do PEN CLUB da Inglaterra e do Fundo Livre de Expressão, USA.
Site pessoal: http://www.elianepotiguara.org.br/
Institucional: http://www.grumin.org.br/
E-mail: elianepotiguara@gmail.com
segunda-feira, 5 de setembro de 2016
REVISTA ARCHIVOS DEL SUR: Día Internacional de la mujer indígena - El acto d...
REVISTA ARCHIVOS DEL SUR: Día Internacional de la mujer indígena - El acto d...: Eliane Potiguara en una disertación (Buenos Aires) Con motivo de celebrarse hoy el Día Internacional de la mujer indígena, la escrit...
Escritora que corre mundo e escreve os caminhos e descaminhos da vida.
Eliane Potiguara (Brasil)Foi indicada em 2005 ao Projeto Internacional "Mil mulheres ao Prêmio Nobel da Paz", é escritora, poeta, professora, formada em Letras (Português-Literatura) e Educação, , brasileira, fundadora do GRUMIN / Grupo Mulher-Educação Indígena. Membro do Inbrapi, Nearin, Comitê Intertribal, Ashoka (empreendedores sociais), Associação pela Paz, Cônsul de Poetas Del Mundo. Trabalhou pela Declaração Universal dos Direitos Indígenas na ONU em Genebra. Seu último livro é “METADE CARA, METADE MÁSCARA”, pela Global Editora. Ganhou o Prêmio do PEN CLUB da Inglaterra e do Fundo Livre de Expressão, USA.
Site pessoal: http://www.elianepotiguara.org.br/
Institucional: http://www.grumin.org.br/
E-mail: elianepotiguara@gmail.com
segunda-feira, 29 de agosto de 2016
Escritora que corre mundo e escreve os caminhos e descaminhos da vida.
Eliane Potiguara (Brasil)Foi indicada em 2005 ao Projeto Internacional "Mil mulheres ao Prêmio Nobel da Paz", é escritora, poeta, professora, formada em Letras (Português-Literatura) e Educação, , brasileira, fundadora do GRUMIN / Grupo Mulher-Educação Indígena. Membro do Inbrapi, Nearin, Comitê Intertribal, Ashoka (empreendedores sociais), Associação pela Paz, Cônsul de Poetas Del Mundo. Trabalhou pela Declaração Universal dos Direitos Indígenas na ONU em Genebra. Seu último livro é “METADE CARA, METADE MÁSCARA”, pela Global Editora. Ganhou o Prêmio do PEN CLUB da Inglaterra e do Fundo Livre de Expressão, USA.
Site pessoal: http://www.elianepotiguara.org.br/
Institucional: http://www.grumin.org.br/
E-mail: elianepotiguara@gmail.com
domingo, 8 de março de 2015
PODER DE MULHER PELA CRIAÇÃO !
DIA INTERNACIONAL DA MULHER
DIA INTERNACIONAL DA MULHER
Um presente pra você!No dia Internacional da mulher, vamos presentear a Humanidade, com um MUIRAQUITÃ, um amuleto verde de proteção à vida eterna da alma humana, aquela que faz algo pelo bem caminhar dos seres humanos!
Mulheres! Não percamos nossas almas! A criação é o nosso poder: Escreva, dance, componha, plante, ame, ore, estude, pinte, cozinhe, capine, palestre, espiritualize-se, defenda a Terra, cuide-se, cuide dos animais, crianças, velhos e velhas, acaricie o mundo, beije as cicatrizes do mundo, cultive relações, cultive os amigos, cultive a família, enfim, SEJA...ESTEJA PRESENTE...!SEJA LUZ!
caso queira ler a lenda no meu blog:http://elianepotiguara.blogspot.com.br/, mas ei-la aqui também: A lenda do Muiraquitã é considerada um verdadeiro amuleto da sorte, que consiste num sapinho feito de pedra ou argila, geralmente é de cor verde, pois era confeccionado em jade. Os indígenas contam a seguinte lenda: que estes batráquios, eram confeccionados pelas índias que habitavam as margens do rio Amazonas. As belas índias nas noites de luar em que clareava a terra se dirigiam a um lago mais próximo e mergulhavam em suas águas retirando do fundo do lago bonitas pedras que modelavam rapidamente e ofereciam aos seus amados, como um verdadeiro talismã que pendurado ao pescoço levavam para caça, acreditando que traria boa sorte e felicidade ao guerreiro. Conta à lenda que até nos dias de hoje muitas pessoas acreditam que o Muiraquitã trás felicidade é considerado um amuleto de sorte para quem o possui.
Mulheres! Não percamos nossas almas! A criação é o nosso poder: Escreva, dance, componha, plante, ame, ore, estude, pinte, cozinhe, capine, palestre, espiritualize-se, defenda a Terra, cuide-se, cuide dos animais, crianças, velhos e velhas, acaricie o mundo, beije as cicatrizes do mundo, cultive relações, cultive os amigos, cultive a família, enfim, SEJA...ESTEJA PRESENTE...!SEJA LUZ!
caso queira ler a lenda no meu blog:http://elianepotiguara.blogspot.com.br/, mas ei-la aqui também: A lenda do Muiraquitã é considerada um verdadeiro amuleto da sorte, que consiste num sapinho feito de pedra ou argila, geralmente é de cor verde, pois era confeccionado em jade. Os indígenas contam a seguinte lenda: que estes batráquios, eram confeccionados pelas índias que habitavam as margens do rio Amazonas. As belas índias nas noites de luar em que clareava a terra se dirigiam a um lago mais próximo e mergulhavam em suas águas retirando do fundo do lago bonitas pedras que modelavam rapidamente e ofereciam aos seus amados, como um verdadeiro talismã que pendurado ao pescoço levavam para caça, acreditando que traria boa sorte e felicidade ao guerreiro. Conta à lenda que até nos dias de hoje muitas pessoas acreditam que o Muiraquitã trás felicidade é considerado um amuleto de sorte para quem o possui.

O Muiraquitã apresenta também outras formas de animais, como jacaré, tartaruga, onça, mas é na forma de sapo a mais procurada e representada por ser a lenda mais original.
Eliane Potiguara
Eliane Potiguara
Escritora que corre mundo e escreve os caminhos e descaminhos da vida.
Eliane Potiguara (Brasil)Foi indicada em 2005 ao Projeto Internacional "Mil mulheres ao Prêmio Nobel da Paz", é escritora, poeta, professora, formada em Letras (Português-Literatura) e Educação, , brasileira, fundadora do GRUMIN / Grupo Mulher-Educação Indígena. Membro do Inbrapi, Nearin, Comitê Intertribal, Ashoka (empreendedores sociais), Associação pela Paz, Cônsul de Poetas Del Mundo. Trabalhou pela Declaração Universal dos Direitos Indígenas na ONU em Genebra. Seu último livro é “METADE CARA, METADE MÁSCARA”, pela Global Editora. Ganhou o Prêmio do PEN CLUB da Inglaterra e do Fundo Livre de Expressão, USA.
Site pessoal: http://www.elianepotiguara.org.br/
Institucional: http://www.grumin.org.br/
E-mail: elianepotiguara@gmail.com
ELIANE POTIGUARA: BANHANDO-SE NAS ÁGUAS SAGRADAS DA VITÓRIA RÉGIA
ELIANE POTIGUARA: BANHANDO-SE NAS ÁGUAS SAGRADAS DA VITÓRIA RÉGIA: BANHANDO-SE NAS ÁGUAS SAGRADAS DA VITÓRIA RÉGIA DIA INTERNACIONAL DA MULHER: 8 DE MARÇO Ano passado ofereci à humanidade um MUIRA...
Escritora que corre mundo e escreve os caminhos e descaminhos da vida.
Eliane Potiguara (Brasil)Foi indicada em 2005 ao Projeto Internacional "Mil mulheres ao Prêmio Nobel da Paz", é escritora, poeta, professora, formada em Letras (Português-Literatura) e Educação, , brasileira, fundadora do GRUMIN / Grupo Mulher-Educação Indígena. Membro do Inbrapi, Nearin, Comitê Intertribal, Ashoka (empreendedores sociais), Associação pela Paz, Cônsul de Poetas Del Mundo. Trabalhou pela Declaração Universal dos Direitos Indígenas na ONU em Genebra. Seu último livro é “METADE CARA, METADE MÁSCARA”, pela Global Editora. Ganhou o Prêmio do PEN CLUB da Inglaterra e do Fundo Livre de Expressão, USA.
Site pessoal: http://www.elianepotiguara.org.br/
Institucional: http://www.grumin.org.br/
E-mail: elianepotiguara@gmail.com
domingo, 23 de março de 2014
FEIRA LITERÁRIA E ARTÍSTICA DE CABO FRIO
FEIRA
LITERÁRIA E ARTÍSTICA DO MUNICÍPIO DE CABO FRIO (24ª Semana Poeta Teixeira
e Souza)
Local: Largo
de Santo Antônio, Cabo Frio/RJ
Data: 24 a
30 de março de 2014
Organização: Supir
Cabo Frio Igualdade Racial
Segundo Nina Silva: "Estarei novamente nesse
evento que me encanta e esse ano ainda mais inspirada pelo Centenário de
Carolina Maria de Jesus, uma das homenageadas do evento.
Tanta gente boa e querida juntas falando, escrevendo, prosando, trocando, informando, aprendendo ... de 24 a 30 de março. Agradeço o Fábio Emecê pelo convite e pela confiança de sempre, muito feliz em ter ajudado a montar essa programação enriquecedora com Cidinha Da Silva, Debora Almeida, Elizandra Souza, Isabel Martins Novo, Allan da Rosa, Eliane Potiguara, Augusto Baptista.
Organização: Supir Cabo Frio Igualdade Racial
Tanta gente boa e querida juntas falando, escrevendo, prosando, trocando, informando, aprendendo ... de 24 a 30 de março. Agradeço o Fábio Emecê pelo convite e pela confiança de sempre, muito feliz em ter ajudado a montar essa programação enriquecedora com Cidinha Da Silva, Debora Almeida, Elizandra Souza, Isabel Martins Novo, Allan da Rosa, Eliane Potiguara, Augusto Baptista.
Organização: Supir Cabo Frio Igualdade Racial
A 24ª Semana Teixeira e Sousa – Feira Literária e Artística, do Município de Cabo Frio, acontecerá no Largo de Santo Antônio, dos dias 24 a 30 de março.
A proposta da semana é trazer à tona a literatura local e de convidados renomados, dando destaque a literatura afro-brasileira, já que Antônio Gonçalves Teixeira e Sousa era negro e é considerado o primeiro romancista brasileiro, com a publicação do célebre “Filho do Pescador”.
Passarão pela 24ª Semana nomes como Cidinha da Silva, Marcos Chaves, Alan da Rosa, Rose Fernandes, Elizandra Souza e Bruno Peixoto.
A programação contará com momentos de diálogo direto com estudantes das escolas públicas do município, pois fomentar e difundir a literatura entre os jovens é uma das principais metas da Cultura da Cidade!
Dentro da Semana, teremos a entrega do Prêmio Teixeira e Sousa de Literatura, nas categorias: Conto; Poesia e Crônica, que será
Escritora que corre mundo e escreve os caminhos e descaminhos da vida.
Eliane Potiguara (Brasil)Foi indicada em 2005 ao Projeto Internacional "Mil mulheres ao Prêmio Nobel da Paz", é escritora, poeta, professora, formada em Letras (Português-Literatura) e Educação, , brasileira, fundadora do GRUMIN / Grupo Mulher-Educação Indígena. Membro do Inbrapi, Nearin, Comitê Intertribal, Ashoka (empreendedores sociais), Associação pela Paz, Cônsul de Poetas Del Mundo. Trabalhou pela Declaração Universal dos Direitos Indígenas na ONU em Genebra. Seu último livro é “METADE CARA, METADE MÁSCARA”, pela Global Editora. Ganhou o Prêmio do PEN CLUB da Inglaterra e do Fundo Livre de Expressão, USA.
Site pessoal: http://www.elianepotiguara.org.br/
Institucional: http://www.grumin.org.br/
E-mail: elianepotiguara@gmail.com
terça-feira, 18 de março de 2014
24ª Semana Teixeira e Sousa de Literatura de Cabo Frio
Segundo Nina Silva:"Estarei novamente nesse evento que me encanta e esse ano ainda mais inspirada pelo Centenário de Carolina Maria de Jesus, uma das homenageadas do evento.
Tanta gente boa e querida juntas falando, escrevendo, prosando, trocando, informando, aprendendo ... de 24 a 30 de março. Agradeço o Fábio Emecê pelo convite e pela confiança de sempre, muito feliz em ter ajudado a montar essa programação enriquecedora com Cidinha Da Silva, Debora Almeida, Elizandra Souza, Isabel Martins Novo, Allan da Rosa, Eliane Potiguara, Augusto Baptista.
Organização: Supir Cabofrio Igualdade Racial
A 24ª Semana Teixeira e Sousa – Feira Literária e Artística, do Município de Cabo Frio, acontecerá no Largo de Santo Antônio, dos dias 24 a 30 de março.
A proposta da semana é trazer à tona a literatura local e de convidados renomados, dando destaque a literatura afro-brasileira, já que Antônio Gonçalves Teixeira e Sousa era negro e é considerado o primeiro romancista brasileiro, com a publicação do célebre “Filho do Pescador”.
Passarão pela 24ª Semana nomes como Cidinha da Silva, Marcos Chaves, Alan da Rosa, Rose Fernandes, Elizandra Souza e Bruno Peixoto.
A programação contará com momentos de diálogo direto com estudantes das escolas públicas do município, pois fomentar e difundir a literatura entre os jovens é uma das principais metas da Cultura da Cidade!
Dentro da Semana, teremos a entrega do Prêmio Teixeira e Sousa de Literatura, nas categorias: Conto; Poesia e Crônica, que será realizado no dia 29 de março, as 19h30 no Charitas. Premiação tradicional que mantém o estímulo e a apreciação a escrita literária.
Escritora que corre mundo e escreve os caminhos e descaminhos da vida.
Eliane Potiguara (Brasil)Foi indicada em 2005 ao Projeto Internacional "Mil mulheres ao Prêmio Nobel da Paz", é escritora, poeta, professora, formada em Letras (Português-Literatura) e Educação, , brasileira, fundadora do GRUMIN / Grupo Mulher-Educação Indígena. Membro do Inbrapi, Nearin, Comitê Intertribal, Ashoka (empreendedores sociais), Associação pela Paz, Cônsul de Poetas Del Mundo. Trabalhou pela Declaração Universal dos Direitos Indígenas na ONU em Genebra. Seu último livro é “METADE CARA, METADE MÁSCARA”, pela Global Editora. Ganhou o Prêmio do PEN CLUB da Inglaterra e do Fundo Livre de Expressão, USA.
Site pessoal: http://www.elianepotiguara.org.br/
Institucional: http://www.grumin.org.br/
E-mail: elianepotiguara@gmail.com
sábado, 8 de fevereiro de 2014
AGENDA DA MULHER
ELIANE POTIGUARA participou no dia 6 de fevereirode 2014, da AGENDA DA MULHER, não só contribuindo com seu texto à página referente à
29 de setembro, dia de seu aniversário, como participou da mesa de debates.O encontro foi organizado por Itamárcia Marçal e grande equipe que transformou o Maracanãzinho, neste dia em uma grande festa diversificada.
29 de setembro, dia de seu aniversário, como participou da mesa de debates.O encontro foi organizado por Itamárcia Marçal e grande equipe que transformou o Maracanãzinho, neste dia em uma grande festa diversificada.
Escritora que corre mundo e escreve os caminhos e descaminhos da vida.
Eliane Potiguara (Brasil)Foi indicada em 2005 ao Projeto Internacional "Mil mulheres ao Prêmio Nobel da Paz", é escritora, poeta, professora, formada em Letras (Português-Literatura) e Educação, , brasileira, fundadora do GRUMIN / Grupo Mulher-Educação Indígena. Membro do Inbrapi, Nearin, Comitê Intertribal, Ashoka (empreendedores sociais), Associação pela Paz, Cônsul de Poetas Del Mundo. Trabalhou pela Declaração Universal dos Direitos Indígenas na ONU em Genebra. Seu último livro é “METADE CARA, METADE MÁSCARA”, pela Global Editora. Ganhou o Prêmio do PEN CLUB da Inglaterra e do Fundo Livre de Expressão, USA.
Site pessoal: http://www.elianepotiguara.org.br/
Institucional: http://www.grumin.org.br/
E-mail: elianepotiguara@gmail.com
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
MEGARON, A AVÓ DO MUNDO E A CONVENÇÃO 169 DA OIT
MEGARON, A AVÓ DO MUNDO E A CONVENÇÃO 169 DA OIT
Megaron, sobrinho
de Raoni contemplava infinitamente o céu e com seus olhos de águia
penetrava o universo como quem busca o ponto certo e focal, a definição
de uma resposta aos problemas sociais, políticos, étnicos e existenciais
dos Povos Indígenas atrelados pela linha da vida e a linha dos clãs do
povo xinguano escolhido propositalmente pelo Universo para fazer
acontecer as mudanças que precisam acontecer na Terra.
O comando estrelar
unido à força das luas crescente e cheia foram captados pelo guerreiro
xinguano e seu povo, e ajudado pela força da avó ou mãe do mundo, da
mulher que não precisa estar presente em nada ou em nenhum lugar porque
ela já está em todos os lugares em alma e força espiritual. Ela está
viva no espírito, coração, cultura e língua dos guerreiros e guerreiras
para que ela possa fazer exercer e abastecer a grande transformação, que
virá cedo ou tarde.
É só ouvi-la e
para os mais sensitivos senti-la ou vê-la através dos tempos e da
história. É a mulher que percorre por debaixo dos leitos dos rios, é a
mulher que cria o leite quente para saciar a fome dos desesperados e
despossuídos. É a mulher que ao mesmo tempo nasce, morre e nasce de novo
para perpetuar as gerações indígenas deste país. É a mulher que possui o
casco duro nos pés pelas andanças! É a mulher, cuja voz ecoa no passado
e no presente!
No norte do
planeta, montados a cavalo e montados à Convenção 169 da OIT
(Organização Internacional do Trabalho) e à Declaração Universal dos
Direitos Indígenas entre outros instrumentos jurídicos, olhares de lince
e cabelos negros bisbilhotam ações dos governos e tratados.
Esses instrumentos
jurídicos foram trabalhados arduamente por guardiões do fogo criativo e
assimilados por líderes políticos que convocam Assembléias para que
esse “ tempo” utilizado pelos ancestrais não seja desperdiçado pelo
descrédito. As famílias espirituais da flora, fauna, mares, rios,
cachoeiras, montanhas, serras, morros, cavernas, vales, seres encantados
e animais do céu, das águas e das terras e de todas as espécies, enfim
toda a biodiversidade da Tera escolheram a dedo os líderes indígenas
pontuais e geográficos para assegurarem as leis que definem, garantem e
fortalecem a política dos povos indígenas do Brasil e do mundo. Um homem
jovem sentado em seu barco _ora em seu cavalo e ora em seu jumento_
proseia em suas preces e é abençoado pela Mãe Terra. É a Pachamama para
os meso e sulamericanos, a mãe natureza, as benzedeiras, as curandeiras
e pajés disfarçadas pelo grande poder estrelar cósmico da categoria
“indígenas”.
Povos indígenas!
Sigam os sinais que são apresentados para a fortaleza futura e garantir a
cultura e espiritualidade.Farejam como animais! Unam-se fortes pelo
objetivo único comunitário: nações, grupos, etnias ou comunidades com ou
sem Rio+20. Só existe um inimigo: aquele que não deseja ver a sua prole
prosperar. Na fé e confiança ouçam a voz que sai das entranhas da
Terra. “Eu moro, miro e admiro encima de uma copa de árvore robusta numa
casa branca iluminada pela luz eterna a querer o reflorestamento da
Terra. Ali faço ninho com as irradiações das luas crescente e cheia, e
recebo ordens do comando estrelar”, diz a avó do mundo disfarçada em
pajé, aquela que anda por baixo do leito dos rios e espia o mundo. Ela
diz: “Aquele que crê em mim ajudará na evolução de uma nova mentalidade
da juventude indígena”. Dizem que ela é uma bruxa! Ela é apenas a “mulher que sabe”, a que possui o olhar desconfiado das sábias! Megaron continua a olhar para o infinito e a sentir as evocações do espaço.
Texto de Eliane Potiguara, escrito dia 22/09/2012, às 4 horas da manhã.
Eliane Potiguara
é escritora indígena. Foi indicada em 2005 ao Projeto Internacional
"Mil mulheres ao Prêmio Nobel da Paz", é escritora, poeta, professora,
formada em Letras (Português-Literatura) e Educação, indígena Potiguara,
brasileira, fundadora do GRUMIN / Grupo Mulher-Educação Indígena.
Membro do Inbrapi, Nearin, Comitê Intertribal, Ashoka (empreendedores
sociais), Associação pela Paz, Cônsul de Poetas Del Mundo e Embaixadora
da Paz, pelo círculo da Fança. Trabalhou pela Declaração Universal dos
Direitos Indígenas na ONU em Genebra. Escreveu “METADE CARA, METADE
MÁSCARA”, pela Global Editora.E seu último livro é “O COCO QUE GUARDAVA A
NOITE”, editora Mundo Mirim.Ganhou o Prêmio literário do PEN CLUB da
Inglaterra e do Fundo Livre de Expressão, USA.
Site pessoal: www.elianepotiguara.org.br
Institucional: www.grumin.org.br
E-mail: elianepotiguara@uol.org.br
Escritora que corre mundo e escreve os caminhos e descaminhos da vida.
Eliane Potiguara (Brasil)Foi indicada em 2005 ao Projeto Internacional "Mil mulheres ao Prêmio Nobel da Paz", é escritora, poeta, professora, formada em Letras (Português-Literatura) e Educação, , brasileira, fundadora do GRUMIN / Grupo Mulher-Educação Indígena. Membro do Inbrapi, Nearin, Comitê Intertribal, Ashoka (empreendedores sociais), Associação pela Paz, Cônsul de Poetas Del Mundo. Trabalhou pela Declaração Universal dos Direitos Indígenas na ONU em Genebra. Seu último livro é “METADE CARA, METADE MÁSCARA”, pela Global Editora. Ganhou o Prêmio do PEN CLUB da Inglaterra e do Fundo Livre de Expressão, USA.
Site pessoal: http://www.elianepotiguara.org.br/
Institucional: http://www.grumin.org.br/
E-mail: elianepotiguara@gmail.com
sábado, 18 de agosto de 2012
A MULHER INTUITIVA
A MULHER INTUITIVA
"A mulher que ouve a sua intuição, que percebe
os seu sonhos, que ouve a voz interior das velhas e das mulheres
guerreiras de sua ancestralidade e que possui o olhar suspeito dos
desconfiados, essa sim, é uma ameaça ao predador natural da história e
da cultura. Por isso o predador tem medo dela quando ela percebe a
violência de seu algoz. Para dominar esse predador que está dentro dela,
e fora dela na sua cultura, ela precisa tomar posse de seu instinto
selvagem, de seus poderes intuitivos, de seu ser resistente, ser
guerreira, ser questionadora, ter insight, ter tenacidade e
personalidade no amor que procura, ter percepção aguçada, ter audição
apurada, ouvir os cantos dos mortos, ter sensibilidade, ter alcance de
visão, cuidar de seu fogo criativo, ter espiritualidade, mesmo que para
tudo isso ela sofra, ela sangre, ela trema, ela se rasgue e grite ou que
vá ao fundo do poço do sofrimento humano para renascer mais bela !!!!! É
UMA LUTA DELA CONTRA ELA MESMA. O predador natural da história faz com
que ela se sinta ESGOTADA, mas mesmo assim ela vence, se quiser vencer.
Ela renascida fará renascer também seus descendentes, inclusive os
masculinos." Texto de ELIANE POTIGUARA, em "METADE CARA , METADE MÁSCARA", Global Editora. www.elianepotiguara.org.br
Escritora que corre mundo e escreve os caminhos e descaminhos da vida.
Eliane Potiguara (Brasil)Foi indicada em 2005 ao Projeto Internacional "Mil mulheres ao Prêmio Nobel da Paz", é escritora, poeta, professora, formada em Letras (Português-Literatura) e Educação, , brasileira, fundadora do GRUMIN / Grupo Mulher-Educação Indígena. Membro do Inbrapi, Nearin, Comitê Intertribal, Ashoka (empreendedores sociais), Associação pela Paz, Cônsul de Poetas Del Mundo. Trabalhou pela Declaração Universal dos Direitos Indígenas na ONU em Genebra. Seu último livro é “METADE CARA, METADE MÁSCARA”, pela Global Editora. Ganhou o Prêmio do PEN CLUB da Inglaterra e do Fundo Livre de Expressão, USA.
Site pessoal: http://www.elianepotiguara.org.br/
Institucional: http://www.grumin.org.br/
E-mail: elianepotiguara@gmail.com
terça-feira, 31 de julho de 2012
DANÇA COM LOBOS
DANÇA COM LOBOS
Assisti ontem em DVD pela vigésima vez, rs...
"DANÇA COM LOBOS", um verdadeiro exemplo de lição de amor entre
povos. Infelizmente o mau caráter existe e impede e se intromete no amadurecimento
das boas relações. USA e EUROPA: OS MAIORES MATADORES DE POVOS ORIGINÁRIOS!
Foto: cena de Filme DANÇA COM LOBOS
Vi esse filme pela primeira vez com o grande líder
indígena Antonio Gonzales (pueblo Siri/Chicano), num cinema próximo ao Conselho
Nacional dos Tratados Indígenas, IITC, em São Francisco, Califórnia, USA quando
de minha passagem por lá, depois de ter ido ao Congresso dos índios norte americanos,
onde apresentei uma denúncia sobre a violação dos direitos indígenas do Brasil.
Antonio Gonzáles foi enviado para a guerra do Vietnan como índio e viveu os
piores horrores dessa guerra. Estive em São Francisco na década de 80. O
Congresso indígena enviou uma moção de apoio aos índios brasileiros ao nosso governo. Foi quando fui pela 1ª vez na ONU em Genebra para testemunhar a
discussão e elaboração da DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS INDÍGENAS, apoiada
pelo Fundo Voluntário da ONU. Participei uma década dessas discussões. ESSA
DECLARAÇÃO É UM INSTRUMENTO INTERNACIONAL DE COMBATE à violação dos direitos
indígenas. Nosso povo indígena deve recorrer sempre a esses documentos para se
defenderem. Peço ao LÍDER MEGARON, SOBRINHO DE RAONI que se baseie nessa
declaração contra a injustiça que está sofrendo!
Foto:Megaron, Raoni e Aritana
KKekevin
Costner, Mkevinary McDonnell, Graham Greene, Rodney A. Grant, Floyd "Red
Crow" Westerman
ELIANE POTIGUARA, escritora indígena, autora de
“METADE CARA, METADE MÁSCARA”, “O COCO QUE GUARDAVA A NOTE” ENTRE OUTROS
LIVROS.
Escritora que corre mundo e escreve os caminhos e descaminhos da vida.
Eliane Potiguara (Brasil)Foi indicada em 2005 ao Projeto Internacional "Mil mulheres ao Prêmio Nobel da Paz", é escritora, poeta, professora, formada em Letras (Português-Literatura) e Educação, , brasileira, fundadora do GRUMIN / Grupo Mulher-Educação Indígena. Membro do Inbrapi, Nearin, Comitê Intertribal, Ashoka (empreendedores sociais), Associação pela Paz, Cônsul de Poetas Del Mundo. Trabalhou pela Declaração Universal dos Direitos Indígenas na ONU em Genebra. Seu último livro é “METADE CARA, METADE MÁSCARA”, pela Global Editora. Ganhou o Prêmio do PEN CLUB da Inglaterra e do Fundo Livre de Expressão, USA.
Site pessoal: http://www.elianepotiguara.org.br/
Institucional: http://www.grumin.org.br/
E-mail: elianepotiguara@gmail.com
quinta-feira, 7 de junho de 2012
CADA LOUCO COM SUA MANIA
Cada louco com sua
mania
Texto
de ELIANE POTIGUARA
Dona
Vitória pensou que estava numa guerra ou que Dom Quixote chegava para levá-la.
Havia tido um ataque cardíaco quase fulminante, mas os guerreiros e
guerreiras do outro lado da vida não a queriam lá ainda: “Você tem que trabalhar
muito, sua voz está sufocada! Pode começar a berrar seus berros literários e
evocativos”, diziam eles!”
Bem,
Dona Vitória dormia sedada por
remédios da globalização, apesar de ser uma naturalista. Mas parecia estar
acordada, porque ouvia sons. Sentia um frio aterrorizante do ar condicionado
propositalmente ligado por causa da infecção hospitalar.
Determinado
momento, escutou um canhão adentrando o corredor que levava ao CTI (centro de
tratamento intensivo), aquele lugarzinho sinistro que todo mundo tem medo de
chegar lá, porque parece o final de linha!
Dona
Vitória imaginava com os olhos fechados _ quase inconsciente_
grogue pelos remédios: “Estão chegando os inimigos e estão na minha
direção. O que faço?”
De
súbito, um aparelho parecido a uma máquina fotográfica, daquelas gigantes, pára
aos pés da maca de Vitória e atrás da máquina um homem de quase 2 metros,
perguntava: Quem vai tirar Raios-X? Vitória imaginava que era uma máquina
fotográfica do século passado e não sabemos com que força ela conseguiu se
sentar e ajeitar o corpo e cabelos, como se fora uma modelo! Vixe Maria! Que mulher
vaidosa!
Sua
companheira de CTI que estava a seu lado nada entendeu, porque Dona Vitória se
arrumava tanto com aquele avental
horroroso branco, furado, velho que só tem um cadarço para amarrar e você
fica quase pelada aparecendo-lhe os cabos dos monitores ligados a quinhentas máquinas e
mostrando seu horrível fraldão!
Ufa! Quantos cabos, quantas vezes aquele aparelho de pressão arterial_ sozinho_
parecendo um fantasma, inchava e desinchava apertando seu braço como se
estivesse apertando seu pescoço até a morte.Isso sem contar com os cabos do
soro que doía o braço e toda hora alguém enfiava uma injeção pela "goela abaixo”
que lhe ardia o antibraço todo.
O
grandão vem com uma chapa de prata dessas de tirar Raios-X e gelada a enfia
atrás das costas nuas da pobre Vitória, que na cabeça dela já estava embelezada
para a grande e histórica foto.
O
grandão que ainda permanecia à sua frente, perguntou de novo: Quem vai tirar
Raios-X? E Vitória se ajeitava mais ainda para ficar bonita. E completamente
grogue! E não respondia, porque sua voz não saía! Mal enxergava!
De súbito, a companheira do lado tem um
ataque de tosse. E tosse e tosse e tosse e tosse... O grandão diz: “Ah!... é a
outra que está tossindo!” Desculpe senhora! Disse à Dona Vitória e começaram a rir os dois
safados... E estavam lúcidos.
E Vitória, meio cambaleante, começou a
entender que nada era com ela e sim com a companheira do lado. E começou a rir
também, tonta pelo efeito da enfermidade e dos medicamentos que lhe deixaram
grogue!
O
susto foi grande, porque além de imaginar coisas, pensou que a máquina antiga de
tirar Raios-X era um canhão inicialmente e, depois uma máquina fotográfica
antiquada ou Dom Quixote de La Mancha que viria buscá-la!
Cada
uma, hem!
Eliane Potiguara
Escritora que corre mundo e escreve os caminhos e descaminhos da vida.
Eliane Potiguara (Brasil)Foi indicada em 2005 ao Projeto Internacional "Mil mulheres ao Prêmio Nobel da Paz", é escritora, poeta, professora, formada em Letras (Português-Literatura) e Educação, , brasileira, fundadora do GRUMIN / Grupo Mulher-Educação Indígena. Membro do Inbrapi, Nearin, Comitê Intertribal, Ashoka (empreendedores sociais), Associação pela Paz, Cônsul de Poetas Del Mundo. Trabalhou pela Declaração Universal dos Direitos Indígenas na ONU em Genebra. Seu último livro é “METADE CARA, METADE MÁSCARA”, pela Global Editora. Ganhou o Prêmio do PEN CLUB da Inglaterra e do Fundo Livre de Expressão, USA.
Site pessoal: http://www.elianepotiguara.org.br/
Institucional: http://www.grumin.org.br/
E-mail: elianepotiguara@gmail.com
segunda-feira, 4 de junho de 2012
REVISTAARCHIVOSDELSUR-Cultura Pueblos originarios: Eliane Potiguara - Su lucha
REVISTAARCHIVOSDELSUR-Cultura Pueblos originarios: Eliane Potiguara - Su lucha: (Río de Janeiro) El día 28 mayo de 2012, la escritora Eliane Potiguara que fue "La Mujer del Año en 1988" tuvo un ataque al corazón ...
Escritora que corre mundo e escreve os caminhos e descaminhos da vida.
Eliane Potiguara (Brasil)Foi indicada em 2005 ao Projeto Internacional "Mil mulheres ao Prêmio Nobel da Paz", é escritora, poeta, professora, formada em Letras (Português-Literatura) e Educação, , brasileira, fundadora do GRUMIN / Grupo Mulher-Educação Indígena. Membro do Inbrapi, Nearin, Comitê Intertribal, Ashoka (empreendedores sociais), Associação pela Paz, Cônsul de Poetas Del Mundo. Trabalhou pela Declaração Universal dos Direitos Indígenas na ONU em Genebra. Seu último livro é “METADE CARA, METADE MÁSCARA”, pela Global Editora. Ganhou o Prêmio do PEN CLUB da Inglaterra e do Fundo Livre de Expressão, USA.
Site pessoal: http://www.elianepotiguara.org.br/
Institucional: http://www.grumin.org.br/
E-mail: elianepotiguara@gmail.com
Assinar:
Postagens (Atom)















